Queria que você visse minha letra redonda no papel A taça de vinho tinto com água, o que eu apago ou rabisco... e não deixo você ler...
6 comentários:
Anônimo
disse...
Naquele tempo, eu não podia escrever, não podia falar, sequer podia pensar. Comprei um bloquinho para organizar as idéias, e aquelas palavras foram teimando em sair. Desorganizadas, sofridas, espremidas, medrosas. E eu já não podia esconder de mim o que saía no papel...
Letra redonda, de próprio punho, falando aquilo que é produzido pelo corpo num misto de movimento e pressão, com um tanto de suor, perfume, impressões digitais, células mortas, derrotadas na luta pela manutenção da vida deste mesmo corpo?
Não, minhas queridas, esse material é totalmente impublicável.
Satisfaço-me com o contraste preto e branco da tela, imune aos meus dedos e coroados com a luz da máquina.
6 comentários:
Naquele tempo, eu não podia escrever, não podia falar, sequer podia pensar.
Comprei um bloquinho para organizar as idéias, e aquelas palavras foram teimando em sair.
Desorganizadas, sofridas, espremidas, medrosas.
E eu já não podia esconder de mim o que saía no papel...
Letra redonda, de próprio punho, falando aquilo que é produzido pelo corpo num misto de movimento e pressão, com um tanto de suor, perfume, impressões digitais, células mortas, derrotadas na luta pela manutenção da vida deste mesmo corpo?
Não, minhas queridas, esse material é totalmente impublicável.
Satisfaço-me com o contraste preto e branco da tela, imune aos meus dedos e coroados com a luz da máquina.
Viva o computador e seu poder de impessoalidade!
Folhas escritas
nunca lidas
ainda que lindas
pois falavam de você
Eu tenho cartinha de próprio punho do Vinícius! Hehehe Eu tenho! =op
Cartinha, não... Cartona... Deeeesse tamanho...
=0p
É verdade!!! Duas páginas!!! =o)
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