quarta-feira, 17 de abril de 2013

Bloquinho

Queria que você visse
minha letra redonda no papel
A taça de vinho tinto com água,
o que eu apago ou rabisco...
e não deixo você ler...

6 comentários:

Anônimo disse...

Naquele tempo, eu não podia escrever, não podia falar, sequer podia pensar.
Comprei um bloquinho para organizar as idéias, e aquelas palavras foram teimando em sair.
Desorganizadas, sofridas, espremidas, medrosas.
E eu já não podia esconder de mim o que saía no papel...

Anônimo disse...

Letra redonda, de próprio punho, falando aquilo que é produzido pelo corpo num misto de movimento e pressão, com um tanto de suor, perfume, impressões digitais, células mortas, derrotadas na luta pela manutenção da vida deste mesmo corpo?

Não, minhas queridas, esse material é totalmente impublicável.

Satisfaço-me com o contraste preto e branco da tela, imune aos meus dedos e coroados com a luz da máquina.

Viva o computador e seu poder de impessoalidade!

Anônimo disse...

Folhas escritas
nunca lidas
ainda que lindas
pois falavam de você

Anônimo disse...

Eu tenho cartinha de próprio punho do Vinícius! Hehehe Eu tenho! =op

Anônimo disse...

Cartinha, não... Cartona... Deeeesse tamanho...
=0p

Anônimo disse...

É verdade!!! Duas páginas!!! =o)