quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sozinha

Eu repito seu nome. Seu nome e sobrenome. Até eles deixarem de ser um nome e sobrenome. Desconstruo a sua imagem. O imediato rosto, seu rosto, que me vem à mente junto ao seu nome e sobrenome. Até que eles não sejam mais nada que um nome e um sobrenome. Canção de ninar. Um mantra embaixo do edredom. Seu lindo nome, nada mais.

4 comentários:

Anônimo disse...

Mas que medo, que raio de medo que dá pronunciar alguns nomes... Acho que se eles estivessem na mídia, de forma bem cansativa, bem massificada, a gente iria cansar... E esse esgotamento nem dá medo... Coloque então nome e sobrenome pra divulgação indoor... Dentro dos vasos sanguíneos, na sinapse nervosa, no oxigênio carregado pelas hemáceas...

Anônimo disse...

Lindo, lindo!

Só para elogiar!

Minha menina feita de palavras que vai ser de Letras!

Anônimo disse...

Às vezes um nome tem gosto, tem cheiro e imagem.

Anônimo disse...

Palavras com forma e face
que se fazem em meu coração
Palavras que vêm e falam,
tão belas como uma canção