quarta-feira, 17 de abril de 2013

Parece chuva

Eu odeio essa lágrima. Mas admito, entretanto, que ela hoje me faz bem
Ela estava presa no canto do olho há mais de um mês
Com uma ajudinha, ela se foi, encontrar os pingos do chuveiro
Outras vieram e me fiz leve, me fiz silenciosamente sã

2 comentários:

Anônimo disse...

Mais um encontro...

Essa semana minhas lágrimas também saíram de seu recanto tão guardado há tantos meses...
Bastou um filme e elas brotaram, mas não chorei tanto pelas angústias coloridas da tela (muito justas e plenamente choráveis), chorei por mim, pelos dias, pelo mundo, por esse não sei o quê de tentativa de entendimento que me acompanha.
Depois chorei mais, e no dia seguinte também... talvez ainda haja alguma lágrima a ser liberta no poço de minhas angústias...

Anônimo disse...

Chorar o pranto dos meus fantasmas
com quem goza a imortalidade de um Deus
É a dádiva divina de nossa humana condição